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As Bandeirinhas Tibetanas e os Ventos Sagrados

Aqui no mundo Ocidental temos visto com cada vez mais frequência as bandeiras coloridas com mantras em tibetano em lares, centros budistas, em diversos pontos. Mas será que elas possuem algum outro objetivo além de enfeitar? Conheça a história cheia de significados e particularidades desse costume tão belo de inserir mantras em pequenos tecidos coloridos.



“O costume vem do Tibete e remonta ao século XI. Foi o grande mestre indiano Atisha (982-1054) que ensinou aos seus discípulos como imprimir orações e mantras sobre pedaços de tecido, a partir de blocos de madeira gravados. Estas bandeiras, fixadas a um mastro ou a um bambu, ou cosidas a cordas esticadas entre dois pontos, ondulavam livremente ao vento. Esta tradição acabou por ser muito difundida no seio do Budismo tibetano. À volta dos mosteiros, nos locais sagrados, presas aos galhos das árvores. No Nepal é vista ao redor da grande Stupa em Boudhnath e mesmo junto às habitações, vemos por toda a parte. Desfraldadas ao vento, a sua presença sonora acompanha a cadência das orações.” (via Budismo Petrópolis)


As bandeiras tibetanas não funcionam como amuleto de proteção, para crendices ou somente para enfeitar. As histórias contam que, quando o vento toca nas orações apresentadas nesses tecidos, que são minadas de boas intenções com suas simbologias sagradas, elas viajam junto com o mesmo. E o que acontece é que esses significados tão auspiciosos perpetuam no ar por longo tempo e, ao entrar em contato com tudo o que tocam, transmitem tais energias. Ou seja, o vento propaga pelo ar todas as intenções positivas que emanam esses mantras, criando, então, um imenso ambiente amor, compaixão e elucidação da mente.


O Budismo traz diversos ensinamentos sobre a consciência da mente e da alma, e como se pode compreender os atos, no sentido do autoconhecimento, para que se possa seguir no caminho da evolução. A conhecida por Lei do Karma (lei da causa e do efeito), nos ensina que absolutamente tudo existe por um motivo, e que toda e cada ação possui uma reação. Com base nessa lei, todos os fenômenos da vida terrestre manifestam-se de um modo totalmente interdependente, pois não há nada que exista sozinho, tudo está interligado. Nenhuma das ações dos seres é livre de repercussão, atração ou reação, sejam elas de expressão corporal, de fala ou pensamentos, todas produzem efeitos significativos de acordo com a natureza do que os motivou. Seguindo esta lógica elementar, imprimir textos sagrados com uma intenção pura é uma poderosa fonte de energia positiva, que produz naturalmente efeitos muito benéficos a todos os seres. Uma vez que todo pensamento se materializa e todos os gestos e falas terão alguma consequência, toda e qualquer ação que tivermos será como o vento batendo nas bandeiras de mantra: ela irá repercutir e atrair seu semelhante.


As 5 cores também possuem seus significados:


A cor azul simboliza o elemento água e está ligada à Sabedoria do Espelho:

Esta sabedoria é a forma de exercitar empatia e compaixão pelo próximo, é da capacidade de entender os outros a partir do mundo deles e não a partir do nosso.


A cor amarela simboliza o elemento terra e está ligada à Sabedoria da Igualdade: Se vemos alguém em dificuldade, vamos ajudar como pudermos. Os professores, por exemplo, cuidam dos seus alunos e se alegram com o progresso deles. Isso vem da alegria de, ao ensinar, perceber que o outro aprende. E quando o outro aprende, é muito bom para o outro e para o professor.


A cor vermelha simboliza o elemento fogo e está ligada à Sabedoria Discriminativa: Não se pode ter segurança ou controle de qualquer situação. Não há nada que hoje nos traz felicidade, que amanhã não poderá trazer sofrimento. Trata-se da compreensão da impermanência, uma vez que os ciclos são finitos, tudo se transforma sempre e nada permanece como está.


A cor verde simboliza o elemento ar e está ligada à Sabedoria da Causalidade: Como falamos antes sobre a Lei do Karma, para cada ação existe uma reação. Atraímos sempre o que pensamos. Positivo atrai positivo e negativo atrai negativo.


A cor branca simboliza o elemento éter está ligada à Sabedoria da Darmata: Trata-se da compreensão do espaço básico, a natureza livre da mente. Não somos as identidades que criamos todos os dias, mas sim a liberdade que gera essas identidades. A liberdade não é uma construção, não é uma identidade, ela é nossa condição natural. A natureza de Buda é a natureza livre, e todos os seres tem a natureza livre.



Agora que você está familiarizado com esse costume tão belo, você pode experimentar utilizá-las no seu lar, acima da porta de entrada, na sacada, pendurar dentro do seu local preferido, ou onde preferir. O que importa sempre é a intenção de cada gesto, é ter em mente a paz, amor, harmonia, compaixão e liberdade que elas conferem a todos os seres.


Namastê!

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